Projeto do IFPR – Foz do Iguaçu recebe 1o lugar na 10ª Feira InnovaCities

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Publicado em 21 de Maio de 2018

fonte: http://foz.ifpr.edu.br/projeto-do-ifpr-foz-do-iguacu-recebe-1o-lugar-na-10a-feira-innovacities

Projeto de produção de farinha de tilápia e sua aplicação em alimentos foi o vencedor na categoria “Sustentabilidade e Proteção Ambiental”.

O projeto intitulado “Produção de farinha de CMS (carne mecanicamente separada) de tilápia e aplicação em produtos alimentícios”, desenvolvido pelo Instituto Federal do Paraná – IFPR Campus Foz do Iguaçu, obteve o 1º lugar na categoria “Sustentabilidade e Proteção Ambiental”, na 10ª InnovaCities – Feira Internacional de Ciência Aplicada, Invenções, Inovações e Negócios, realizada em Cascavel, de 17 a 20 de maio.

Coordenado pela professora do Curso Técnico em Cozinha, Gislaine Silveira Simões, o projeto foi iniciado em 2017 e contou com a participação de três bolsistas contemplados com bolsas concedidas pela Pró-Reitoria de Extensão, Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proeppi/IFPR). O objetivo principal é desenvolver uma farinha obtida pela carne mecanicamente separada de tilápia e aplicá-la no enriquecimento nutricional de pães, massas, biscoitos, barras de proteína e outros produtos alimentícios.

A importância do Projeto reside no fato de que ele dá uma alternativa sustentável para o uso desse resíduo, por meio da sua transformação em farinha. A coordenadora explica que a produção do pescado em filé gera um resíduo que pode atingir, em média, 66% da produção, gerando desperdício e danos ambientais.

Além de reduzir os impactos negativos causados ao meio ambiente, o aproveitamento de proteínas de pescado pode ser uma solução para problemas relacionados à má nutrição, já que a farinha de peixe destaca-se pelo elevado valor nutricional. “A adição dessa farinha em produtos alimentícios confere ao alimento proteínas de alto valor biológico, sais minerais (cálcio, fósforo e fero) e gordura de boa qualidade”, explica Gislaine Simões.

Gislaine Simões acredita que o prêmio recebido é mais um estímulo para que os estudos continuem e que os resultados sejam ampliados. “Nossa expectativa é trabalhar para gerar um produto comercialmente viável e despertar nas empresas o interesse por produzir a farinha em larga escala, agregando valor ao subproduto e gerando renda para toda a cadeia produtiva de pescados”, destaca a pesquisadora.

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